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“Não espere emagrecer para tirar fotos”: fotógrafo Saymon Farias fala sobre autoestima, inteligência artificial e o valor das lembranças

Durante participação no RolimCast, apresentado por Angélica Cristina, profissional compartilhou experiências de aproximadamente 20 anos de carreira e destacou que a fotografia deve preservar a identidade, a história e as emoções das pessoas

podrondonia

Quantas pessoas deixam de registrar momentos importantes porque não gostam da própria aparência? Quantas fotografias permanecem esquecidas nos celulares e quantas lembranças familiares podem desaparecer com a perda de arquivos digitais? Em um período marcado pelos filtros, pela inteligência artificial e pela busca constante da imagem perfeita, a fotografia continua desempenhando uma função que ultrapassa a estética: preservar histórias e aproximar as pessoas de suas próprias memórias.

Essas reflexões foram apresentadas durante uma edição do RolimCast, podcast do Grupo Amazun, conduzida pela apresentadora Angélica Cristina, que recebeu o fotógrafo profissional Saymon Farias, de Rolim de Moura, para uma conversa sobre autoestima, tecnologia, empreendedorismo e o significado emocional da fotografia.

A entrevista, gravada em 28 de outubro de 2026, reuniu experiências acumuladas ao longo de aproximadamente duas décadas de atuação profissional. Durante cerca de 43 minutos, o convidado relembrou os primeiros contatos com as câmeras, a importância do apoio familiar, os desafios do mercado e as transformações provocadas pela popularização dos smartphones e das ferramentas digitais.

O episódio também abordou a responsabilidade dos fotógrafos na construção de imagens que respeitem a identidade dos clientes, especialmente daqueles que sentem vergonha de aparecer em fotografias.


A fotografia começou como uma paixão de infância

Nascido e criado em Rolim de Moura, Saymon Farias contou que seu interesse pela fotografia surgiu ainda durante a infância.

Uma das lembranças mais marcantes envolve um fotógrafo que passou pela casa de sua avó e registrou uma imagem da residência.

Quando a fotografia foi entregue, Saymon começou a observar detalhes que haviam mudado entre o momento do registro e a chegada da imagem.

A experiência despertou sua curiosidade sobre a capacidade da fotografia de preservar instantes que não se repetem.

Posteriormente, sua mãe adquiriu uma câmera fotográfica de filme, por volta de 1999, permitindo que ele começasse a registrar colegas e atividades escolares.

Saymon relatou que também perdeu filmes durante o processo de aprendizagem, mas continuou interessado na atividade.

O primeiro curso foi realizado por meio de materiais de ensino a distância, quando ele ainda estudava o funcionamento de câmeras analógicas.

Ao recordar como desenvolveu essa paixão, afirmou:

"Não foi eu que escolhi a fotografia, ela que me escolheu."

A declaração resume o vínculo construído pelo profissional com uma atividade que começou como curiosidade e se transformou em carreira.

De fotógrafo iniciante ao reconhecimento profissional

Durante a entrevista, Saymon relembrou sua trajetória no mercado fotográfico de Rolim de Moura.

O profissional contou que começou realizando fotografias em eventos e produzindo imagens destinadas a calendários e quadros.

Posteriormente, passou a trabalhar em uma empresa de fotografia e participou da criação de um estúdio em sociedade com um amigo.

Após essa experiência, decidiu desenvolver seu próprio empreendimento, que passou por diferentes fases de crescimento.

A trajetória também envolveu a evolução de sua marca profissional até a criação do Estúdio Vivência, empreendimento mencionado durante a entrevista.

Saymon relatou que recebeu reconhecimento como melhor fotógrafo em dois anos consecutivos, conquista que atribuiu não apenas ao trabalho individual, mas também ao apoio da equipe e da família.

"Tem que ter uma equipe atrás, uma história, um processo."

O convidado destacou a participação de sua mãe, que o incentivou mesmo desejando inicialmente que ele seguisse outro caminho profissional.

Também mencionou a importância da esposa, Joyce, dos colaboradores e dos clientes que confiaram no trabalho desenvolvido ao longo dos anos.

Segundo ele, houve momentos em que pensou em desistir, mas o apoio das pessoas próximas contribuiu para sua continuidade na profissão.

Por que tantas pessoas têm vergonha de aparecer nas fotografias?

Um dos assuntos centrais da entrevista foi a relação entre fotografia e autoestima.

Angélica Cristina questionou por que algumas pessoas evitam aparecer em fotos, mesmo quando participam de momentos importantes ao lado de familiares e amigos.

Saymon explicou que frequentemente recebe clientes que demonstram insegurança com a própria aparência.

Entre os comentários mais comuns estão pedidos para parecer mais magro, corrigir determinadas características ou adiar um ensaio até atingir algum objetivo estético.

O fotógrafo relatou ouvir frases de pessoas que preferem esperar emagrecer, ganhar massa muscular ou modificar a aparência antes de realizar uma sessão.

Para ele, esse comportamento pode fazer com que momentos importantes deixem de ser registrados.

O profissional defendeu que a fotografia seja utilizada para valorizar a pessoa como ela é, respeitando sua identidade e suas características.

A discussão reforçou a importância de não transformar padrões estéticos em condições para participar dos registros da própria história.

Fotografia pode ajudar as pessoas a reconhecer a própria beleza

Questionado sobre como a fotografia pode contribuir para a autoestima, Saymon destacou a importância de conhecer as expectativas e inseguranças de cada cliente.

Segundo ele, muitas pessoas chegam ao estúdio acreditando que não são fotogênicas.

Entretanto, ao observar uma imagem produzida com iluminação adequada e um ângulo que as favoreça, algumas passam a se sentir mais confiantes.

"A fotografia ela revela beleza."

O convidado explicou que esse processo exige sensibilidade profissional.

Não basta apenas posicionar a câmera e realizar os registros. É necessário conversar com o cliente, compreender seu nível de conforto e criar um ambiente acolhedor.

Saymon relatou que costuma mostrar as primeiras fotografias durante o ensaio, permitindo que a pessoa acompanhe o resultado.

Em alguns casos, clientes inicialmente tímidos começam a participar com mais naturalidade depois de visualizar as imagens.

O fotógrafo também reconheceu que existem situações em que a pessoa não gosta do resultado, exigindo diálogo e ajustes.

Para ele, o profissional precisa ter cuidado para não intensificar inseguranças relacionadas à aparência.

O segredo de uma boa fotografia está na luz, no ângulo e na conexão humana

Durante a entrevista, Angélica perguntou o que diferencia uma fotografia profissional de um registro produzido por alguém sem formação na área.

Saymon destacou que a diferença não está exclusivamente na qualidade do equipamento.

Segundo ele, um fotógrafo precisa observar as condições de iluminação, o enquadramento, a exposição, o contraste e a posição das pessoas.

A escolha desses elementos interfere diretamente no resultado final.

Entretanto, um aspecto recebeu atenção especial: a comunicação durante o ensaio.

O convidado explicou que conversar, interagir e demonstrar as imagens ajuda a reduzir a timidez dos clientes.

Para ele, a direção fotográfica precisa acontecer de maneira gradual, respeitando o comportamento de cada pessoa.

Saymon também afirmou que não costuma trabalhar com todas as poses previamente definidas.

Prefere adaptar o ensaio conforme as interações, desenvolvendo novas possibilidades de enquadramento ao longo da sessão.

A reflexão mostra que o conhecimento técnico precisa estar acompanhado de sensibilidade e capacidade de relacionamento.

Redes sociais aumentaram a pressão pela fotografia perfeita

A popularização do Instagram, Facebook e outras plataformas digitais transformou a maneira como as pessoas produzem e compartilham imagens.

Segundo Saymon, as redes sociais ampliaram as oportunidades comerciais dos fotógrafos, mas também intensificaram as comparações entre pessoas.

Durante a entrevista, o profissional explicou que muitos clientes chegam ao estúdio desejando reproduzir fotografias publicadas por outras pessoas.

Isso pode gerar expectativas difíceis de atender, especialmente quando as referências apresentam edições intensas ou condições diferentes da realidade do cliente.

O fotógrafo avaliou que o público passou a demonstrar maior preocupação em alcançar imagens consideradas perfeitas.

"Aumenta a pressão pra sair perfeito, né?"

Na avaliação dele, o excesso de comparações pode diminuir a valorização da naturalidade.

O convidado defendeu que uma fotografia tecnicamente bem produzida não precisa necessariamente alterar de maneira significativa as características físicas do retratado.

Fotografia natural ganha destaque mesmo com o avanço dos filtros

A relação entre edição de imagens e autenticidade também foi abordada.

Saymon explicou que sua equipe procura manter as características naturais dos clientes durante o tratamento das fotografias.

"A foto? Quanto mais natural melhor."

Segundo ele, a edição pode contribuir para melhorar iluminação, ajustar elementos da composição e corrigir detalhes, mas deve preservar a identidade da pessoa.

O profissional relatou orientar sua equipe, incluindo colaboradores responsáveis pela edição, para evitar alterações exageradas.

Durante uma dinâmica de perguntas rápidas, Angélica questionou qual era sua preferência entre filtros e fotografia natural.

A resposta foi direta:

"Fotografia natural."

A posição apresentada pelo convidado reforça a importância de utilizar os recursos digitais como ferramentas de aprimoramento, e não como obrigação de transformar a aparência de quem está sendo fotografado.

Inteligência artificial mudou o trabalho dos fotógrafos

Outro tema relevante foi a influência da inteligência artificial na edição de fotografias.

Saymon comparou o processo de tratamento de imagens realizado no início da carreira com as possibilidades atualmente disponíveis em programas de edição.

Segundo ele, tarefas que exigiam longos períodos de trabalho manual passaram a ser executadas com maior rapidez.

O convidado mencionou ferramentas que permitem remover elementos indesejados, corrigir detalhes e realizar ajustes a partir de comandos simples.

A evolução foi especialmente significativa em atividades que anteriormente exigiam selecionar, copiar e reconstruir partes das fotografias manualmente.

Entretanto, o profissional destacou que a facilidade proporcionada pelas ferramentas não substitui o olhar técnico do fotógrafo.

A câmera, a iluminação, a direção do cliente e a escolha dos enquadramentos continuam sendo elementos importantes na construção de imagens de qualidade.

A discussão também demonstrou como a fotografia profissional precisou se adaptar às transformações tecnológicas sem perder sua função artística e documental.

Ensaios fotográficos também valorizam profissionais e empresas

A fotografia corporativa foi outro assunto discutido durante o RolimCast.

Angélica Cristina questionou como os ensaios profissionais podem contribuir para pessoas que desejam apresentar seus serviços e fortalecer sua imagem no mercado.

Saymon explicou que esse tipo de fotografia permite demonstrar a identidade e o posicionamento de profissionais de diferentes áreas.

Segundo ele, um ensaio pode ajudar a construir materiais de divulgação e ampliar a confiança na apresentação de produtos e serviços.

O fotógrafo também destacou que a experiência pode contribuir para a autoestima de quem está sendo fotografado.

Relatou o caso de um cliente que pretendia escolher aproximadamente dez imagens, mas acabou selecionando mais de 30 após visualizar o resultado.

A conversa reforçou que a fotografia corporativa pode ser utilizada como ferramenta de comunicação e valorização profissional.

Fotografias de formatura e casamento guardam histórias de superação

Entre as experiências mais emocionantes compartilhadas por Saymon estiveram as reações de clientes ao receber álbuns de casamento e formatura.

O fotógrafo contou que já presenciou pessoas chorando ao visualizar imagens que representavam conquistas pessoais importantes.

Em um dos exemplos, mencionou uma formanda que se emocionou ao perceber que as fotografias representavam vários anos de dedicação aos estudos.

Segundo ele, a emoção não estava relacionada apenas à beleza das imagens, mas às experiências e dificuldades superadas até aquele momento.

A conversa também apresentou histórias de gestantes e famílias que conseguiram registrar acontecimentos inesperados.

Saymon destacou que fotografias aparentemente comuns podem adquirir significados diferentes com o passar do tempo.

Para ele, o registro ganha valor porque permite revisitar acontecimentos que não podem ser reproduzidos.

Crianças, famílias e gestantes exigem sensibilidade durante os ensaios

Durante uma dinâmica descontraída, Angélica perguntou qual tipo de ensaio costuma oferecer mais desafios: crianças, casais ou famílias.

Saymon respondeu que fotografar crianças exige atenção especial porque nem sempre elas seguem as orientações do profissional.

O convidado explicou que a equipe precisa adaptar a sessão ao comportamento infantil e criar situações que permitam capturar expressões espontâneas.

Também relatou experiências com gestantes que realizaram ensaios próximos ao nascimento dos filhos.

Segundo ele, a espontaneidade é um dos elementos mais importantes para produzir fotografias que transmitam emoções verdadeiras.

Esses exemplos reforçam a necessidade de compreender o ritmo e as características de cada cliente.

Fotógrafo anuncia planos para cursos de fotografia e vídeos com celular

A formação de novos profissionais também ganhou espaço na entrevista.

Saymon contou que já realizou atividades de capacitação e compartilhou conhecimentos sobre fotografia produzida com smartphones.

Segundo ele, o crescimento das redes sociais aumentou o interesse de pessoas que desejam aprender técnicas para fotografar produtos, produzir vídeos e divulgar serviços.

Durante o programa, revelou planos para desenvolver uma parceria em Rolim de Moura voltada à realização de novos cursos.

A proposta envolve ensinar técnicas de fotografia e produção audiovisual utilizando celulares.

O convidado explicou que o objetivo é ajudar participantes a aproveitar melhor os equipamentos que já possuem.

Também destacou a satisfação de acompanhar a evolução de profissionais que receberam orientações ao longo de sua trajetória.

Entre os exemplos mencionados esteve Rafa, colaboradora que passou a desenvolver trabalhos fotográficos após receber capacitação e incentivo.

Para Saymon, compartilhar conhecimento é uma maneira de fortalecer o setor e estimular novas oportunidades.

Fotos esquecidas no celular podem representar lembranças perdidas

Na parte final da entrevista, Angélica Cristina levantou uma preocupação relacionada à preservação das fotografias digitais.

A apresentadora questionou o que acontece quando imagens de momentos importantes permanecem armazenadas apenas em celulares ou dispositivos eletrônicos que podem apresentar defeitos.

Saymon destacou a importância de selecionar as imagens mais significativas e produzir versões impressas.

Segundo ele, muitas pessoas deixaram de revelar fotografias porque passaram a utilizar exclusivamente meios digitais.

O profissional explicou que a impressão permite criar álbuns físicos e preservar lembranças que poderão ser compartilhadas com filhos, netos e outros familiares.

"A fotografia é o único jeito de você voltar no tempo e viver aquele momento de novo."

A frase resume uma das principais mensagens da entrevista.

A preservação adequada também deve incluir cópias de segurança digitais, pois fotografias impressas e arquivos eletrônicos possuem riscos diferentes de perda ou deterioração.

Fotografar com pais e avós é um conselho para as novas gerações

Um dos momentos mais sensíveis da conversa ocorreu quando Saymon falou sobre a importância de registrar fotografias com familiares.

O fotógrafo observou que muitas pessoas produzem inúmeras selfies e imagens com amigos, mas possuem poucos registros com pais, mães e avós.

Segundo ele, a falta dessas fotografias pode ser sentida principalmente depois que pessoas queridas deixam de estar presentes.

O convidado relatou situações em que familiares se emocionaram ao reencontrar imagens antigas.

Na avaliação de Saymon, os registros mais valiosos nem sempre são aqueles produzidos em cenários elaborados ou com equipamentos profissionais.

Uma fotografia simples, realizada durante uma reunião familiar, pode adquirir enorme significado com o passar dos anos.

O fotógrafo incentivou o público a registrar momentos cotidianos e preservar as imagens.

A reflexão reforçou que a fotografia também cumpre uma função afetiva e histórica, conectando diferentes gerações por meio das lembranças.

Não espere o corpo ideal para registrar sua história

Ao encerrar a entrevista, Saymon deixou uma mensagem especialmente direcionada às pessoas que evitam fotografias por insegurança com a própria aparência.

O profissional recomendou que o público não adie registros esperando mudanças físicas ou circunstâncias consideradas perfeitas.

Segundo ele, sempre poderá existir alguma característica com a qual a pessoa não esteja completamente satisfeita.

"Não espere certas coisas acontecer pra poder fazer uma fotografia."

O fotógrafo destacou que o tempo passa rapidamente e que momentos importantes podem deixar de ser registrados enquanto as pessoas aguardam condições que consideram ideais.

Também incentivou a realização de fotos em aniversários, encontros familiares e outras ocasiões especiais.

A mensagem não foi apenas um convite para contratar ensaios profissionais, mas uma reflexão sobre a importância de valorizar a própria trajetória.

Fotografia é autoestima, memória e história

A participação de Saymon Farias no RolimCast mostrou que a fotografia continua sendo relevante mesmo diante das profundas transformações tecnológicas.

A inteligência artificial, os smartphones e os programas de edição ampliaram as possibilidades de produção de imagens, mas também trouxeram novas questões relacionadas à aparência, à autenticidade e à preservação dos registros.

Ao compartilhar sua trajetória, o fotógrafo destacou que o trabalho profissional envolve técnica, sensibilidade, relacionamento humano e respeito às características de cada pessoa.

A entrevista também demonstrou que fotografias podem representar conquistas, fortalecer vínculos familiares e preservar lembranças que se tornam cada vez mais significativas com o passar do tempo.

A principal reflexão deixada pelo episódio é que ninguém precisa esperar alcançar uma aparência ideal para participar dos registros da própria vida. As fotografias mais importantes podem ser justamente aquelas que mostram quem somos, com as pessoas que amamos, no momento em que estamos vivendo.

O episódio do RolimCast, apresentado por Angélica Cristina, com participação do fotógrafo profissional Saymon Farias, integra as produções do Grupo Amazun, com distribuição pelo canal Olá Rondônia, no YouTube, pelos portais de notícias do grupo e pelas emissoras parceiras.



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